há 4 horas
Amanda Martins

Uma polêmica tomou conta dos bastidores do salto de esqui às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno. Atletas da modalidade estão sendo acusados de utilizar aplicações de ácido hialurônico no pênis como forma de obter vantagem competitiva relacionada ao tamanho do traje utilizado durante as provas.
A suspeita gira em torno do impacto direto que o tamanho da roupa exerce na aerodinâmica e na sustentação do atleta durante o voo. No salto de esqui, cada milímetro adicional no traje pode influenciar o desempenho, ampliando o tempo de permanência no ar e a distância alcançada.
As medidas dos uniformes são realizadas antes do início de cada temporada, por meio de um scanner 3D. O equipamento define o comprimento da passada a partir do ponto mais baixo da região genital, parâmetro que interfere diretamente no tamanho permitido do traje. Diante das suspeitas de manipulação corporal, federações de diversos países passaram a solicitar novas medições antes dos Jogos Olímpicos, com o objetivo de corrigir possíveis distorções.
Apesar dos pedidos, a Federação Internacional de Esqui informou que, até o momento, não há previsão para a realização de novas medições. A entidade mantém o protocolo atual e não confirmou qualquer mudança nos critérios antes da competição.
Casos de tentativas de burlar o sistema de medição não são inéditos na modalidade. No passado, quando as medições eram feitas manualmente, houve relatos de atletas que utilizavam espuma ao redor dos testículos para alterar os resultados. Também existem suspeitas de uso de silicone em preservativos, uma vez que as medições são feitas com os esportistas vestindo roupa íntima.
Em meio à controvérsia, os Jogos Olímpicos de Inverno estão programados para ocorrer entre os dias 6 e 22 de fevereiro, nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, com o salto de esqui entre as modalidades que prometem atenção redobrada dentro e fora das pistas.